O que existe debaixo do solo?UUUU!!!!!
Meu nome é August Dupin, sou policial. O
caso que vou relatar comprova que a verdade é mais estranha que a ficção porque
não é obrigada a obedecer ao possível.
Era madrugada de domingo quando o telefone da
delegacia tocou quase me derrubando da cadeira de susto, fiquei surpreendido
com a ligação, pois o que poderia ocorrer à uma hora dessas em uma cidade tão
pequena como Crimson?
Era voz
feminina, voz assustada de alguém que implorava por socorro, a senhora gritava
e pedia ajuda, dizia que havia algo de estranho na fazenda. Morava sozinha,
tinha 60 anos de idade, dona de uma grande área de terra da região de Crimson.
Disse para manter a calma, pois eu chegaria
dentro de minutos. Imediatamente desliguei o telefone, carreguei meu revólver e
sai em arrancada com a viatura em direção á fazenda. Chegando, não percebi nada
de estranho no primeiro momento, o portão de madeira estava aberto, segui em
frente, logo avistei uma casa antiga de dois andares estilo clássica.
Parei em frente a casa, desliguei o carro,
desci pisei no solo úmido e de cor estranha, ninguém apareceu, a casa estava
com a porta aberta, a televisão estava ligada, havia um silêncio mortal,
procurei pela senhora, mas não a encontrava.
Quando olhei os fundos da casa encontrei na
estufa cercada de samambaias, a senhora estendida, de costas, com uma tesoura
de jardinagem enfiada no peito, agonizante ela segurava em uma mão uma cruz com
metade cravada na terra, e com a outra o cabo da tesoura como se estivesse
tentando arrancá-la de seu peito...
Ela se matou? Ou alguém tentou matá-la? Por
que motivo fez aquilo? Uma série de perguntas invadiram minha mente.
Voltei correndo até a casa, entrei no
escritório, e comecei a vasculhar as gavetas em busca de alguma pista que
ajudasse a decifrar aquele mistério. Então, na terceira gaveta da mesa
principal, encontrei um mapa com um documento antigo que comprovava que todo o
solo da propriedade, há muito tempo foi um cemitério de escravos da região. Tive um leve frio na espinha e o pressentimento
que a morte que ocorreu tinha algo a ver com aquele antigo cemitério.
Vasculhando mais, encontrei também a relação dos antigos moradores da fazenda e
suas mortes, todos morreram na estufa e todas as mortes com características
muito similares ao que havia ocorrido com aquela pobre senhora.
Junto com os papéis em um pedaço de uma carta
antiga estava escrito “Às vezes, o mundo dos vivos se mistura com o mundo dos
mortos.” Então definitivamente percebi que o lugar era sinistro, voltei para a
delegacia antes que acontecesse algo comigo, em trinta aos de profissão nunca
tinha passado por algo tão estranho. No dia seguinte encaminhei os papeis para
me aposentar, deixando de vez a área criminal e investigativa, aproveitando meu
tempo agora com a família, lendo jornal, vendo televisão, fumando meu cigarro e
bebendo cerveja com os amigos. Mas antes de terminar meu relato quero fazer uma
pergunta. Você sabe o que existe no solo onde hoje você pisa e vive todo dia?
Obs: Conto de suspense
policial desenvolvido pelo aluno da E.E.B. Princesa Isabel, proposta de
continuar o início do conto e inserir ao longo da narrativa algo referente ao
solo (Assunto do projeto da escola Conferência Infanto-Juvenil, os quatro
elementos, solo).
Professora: Ivani Baron
Disciplina; Língua
Portuguesa
Aluno: Pablo Fraporti
Série: 3º Ano Ensino
Médio